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Presidente da Abrasco

Prezado(a) colega:

O Abrascão 2018 acontecerá num momento muito particular da história do Brasil: um contexto difícil.

Direitos, liberdade, democracia, Universidade Pública e o Sistema Único de Saúde estão submetidos a ataques cerrados.

O principal recurso à nossa disposição para organizarmos a resistência e impedir retrocessos à liberdade e aos direitos sociais somos nós mesmos. O Abrascão 2018 é um dos meios pelos quais podemos ecoar nossa voz.

Precisamos organizar um Congresso que demonstre a conexão entre a Ciência produzida pela Saúde Coletiva e a defesa da vida e do bem-estar.

Precisamos de um Congresso Político que ao final publique o Caderno da Abrasco pelo fortalecimento do SUS, dos direitos e da democracia.

Precisamos de um Congresso que consiga combinar a crítica, a mais extensa liberdade de expressão, com a solidariedade e com a determinação de vivermos de maneira ética e democrática desde sempre.

Este será um congresso-processo. O Abrascão 2018 já começou, e uma série de seminários, cursos e atividades regionais serão realizados em universidades, unidades de serviços e pesquisa para fomentar o debate e a construção de um projeto comum em defesa da sociedade.

O 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva vai acontecer no campus da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, uma escolha que representa a necessidade de ressaltarmos a trajetória da Saúde Pública à Saúde Coletiva.

O pré-congresso será na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, um exemplo de resistência – A UERJ Resiste! – e também prova da determinação da elite brasileira e dos conservadores em destruir as universidades públicas e a política nacional de Ciência e Tecnologia. 

Duas instituições relevantes na criação da Saúde Coletiva e do SUS, duas instituições ameaçadas. Vamos abraçá-las, vamos comunicar ao mundo que resistiremos, que protegeremos o Brasil, a saúde da população e as instituições públicas da ordem perversa que domina o país.

O engajamento coletivo com o nosso Abrascão, com os direitos, com o SUS e com a democracia serão nossas bandeiras. Vamos que vamos!

Gastão Wagner de Sousa Campos
Presidente da Abrasco





Presidência da fiocruz

Prezadas e prezados colegas:

Pela primeira vez a Fundação Oswaldo Cruz terá a satisfação de abrigar um Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva da Abrasco, justamente em um ano tão emblemático para a Saúde Pública e Coletiva. Em 2018 completa-se 40 anos da Declaração de Alma-Ata, marco na Atenção primária e na Promoção à Saúde e, 30 anos da Constituição Cidadã, uma constituição que nos trouxe sonhos e esperanças, pois foi nela que se instituiu o Sistema Único de Saúde, o nosso SUS.

O tema deste Congresso não poderia ser mais oportuno: Fortalecer o SUS, os direitos e a democracia. Estamos vivendo um momento histórico de grande dificuldade para se assegurarem as conquistas no campo da saúde e da cidadania. Poder realizar este que é o maior Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, na Fiocruz, nos traz o desafio de pensar estratégias de proteção e fortalecimento do nosso SUS.

Será também uma oportunidade de ampliar a compreensão sobre o SUS e o papel de todas nossas áreas de atuação nesse processo. Estamos certos do grande envolvimento da comunidade da Fiocruz para a realização do 12º. Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva.

Assim, realizar esse Abrascão no Campus da Fiocruz significa muito para essa Instituição centenária, que sempre participou ativamente da luta por melhores condições de vida para a população, reafirmando seu compromisso com a democracia e a cidadania.

Lembro que a agenda da saúde na 8ª Conferência era uma agenda mais ampla, que não se restringia à saúde como setor. Agora é o momento de retomarmos este pensamento e para isso a Fiocruz se coloca como um espaço aberto aos jovens, estudantes, professores, usuários e trabalhadores do SUS.

Quero compartilhar minha alegria de estarmos juntos e fazendo parte deste Congresso.

Sejam todas e todos bem-vindos a Fiocruz!

Nísia Trindade Lima
Presidente da Fundação Oswaldo Cruz




Direção do IMS/UERJ

Carta de apoio ao 12º Congresso da ABRASCO – 2018, no Rio de Janeiro

Aos 30 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNF), às vésperas dos 30 anos da Constituição Federal de 88 e da criação do SUS, e comemorando ainda os 40 anos da Declaração de Alma Ata, é preciso reafirmar a atualidade das propostas de cada um desses marcos históricos. As bandeiras levantadas pelo Movimento Sanitário na 8ª CNF – saúde como direito e pleno financiamento de um sistema de saúde único público e universal – continuam sendo nossas inspirações e aspirações nos dias de hoje.

Sabemos que a democracia brasileira passa por momentos difíceis, e que o cenário é ainda mais crítico no estado do Rio de Janeiro, que tem visto a veloz degradação de sua economia, suas políticas sociais e suas instituições públicas, atingindo de modo agudo a UERJ. A 12ª edição do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, envolta nessa conjuntura, é peça-chave de nossa estratégia de resistência, servindo como canal para a denúncia da perda de direitos, da liquidação da Seguridade Social e do sucateamento do SUS, cujos exemplos mais recentes são as propostas de reformulação do Plano Nacional de Atenção Básica (PNAB) e de regulamentação de “seguros populares”. No atual contexto de crise econômica, é ainda mais necessário fortalecer o sistema público de saúde, para proteger os usuários dos riscos financeiros decorrentes de gastos pessoais e familiares com serviços privados de saúde. Avaliamos que neste momento é fundamental elaborar propostas que visem reverter os retrocessos atuais, o que implica a revalorização de áreas como a Saúde, a Educação e a Ciência e Tecnologia, relegadas ao segundo plano no contexto atual.

O Abrascão 2018, cujo pré-congresso ocorrerá na UERJ, reforça os laços históricos que unem o IMS à ABRASCO. Foi nessa universidade onde aconteceu, em 1986, o primeiro Congresso da ABRASCO. Vários docentes do IMS participaram ativamente da construção da Saúde Coletiva não só como campo de reflexão e prática, mas também trabalhando efetivamente para a unificação dos serviços de saúde, levando à formação do SUS. Este vínculo até hoje se mantém forte; muitos de nossos docentes participaram e participam atualmente de sua diretoria, fóruns, comissões, comitês e grupos temáticos.

O processo de construção e realização deste congresso em 2018 fortalecerá a articulação orgânica entre a produção acadêmica e as políticas públicas de proteção social universal que caracteriza a formação do campo da Saúde Coletiva e a ação político-institucional de consolidação e permanente aperfeiçoamento do SUS, orientada por uma compreensão ampla, profunda e compartilhada pelo coletivo da Saúde Coletiva sobre o setor saúde brasileiro, objeto e objetivo do IMS desde sua fundação.

Realizar este congresso no Rio de Janeiro deixa claro a solidariedade da ABRASCO com nosso estado e reafirma o compromisso que tem com o direito à saúde, educação e segurança para toda a população fluminense.

Persistimos na luta por uma saúde que não se limite a curar doenças, em prol da promoção da saúde, combatendo o desmonte das políticas sociais e perseguindo o fortalecimento do SUS, pautado pela universalidade, integralidade e equidade. Continuamos firmes na defesa da uma universidade pública, gratuita, inclusiva e comprometida com as reais necessidades de desenvolvimento econômico, social, científico e cultural do país.

É com muito orgulho que endossamos o tema do Congresso: "FORTALECER O SUS, OS DIREITOS E A DEMOCRACIA" e convidamos a todos para estarem no Rio de Janeiro – e na UERJ – em julho de 2018.

Gulnar Azevedo e Silva e Rossano Cabral Lima
diretora e vice-diretor IMS/UERJ




Direção do IESC/UFRJ

Carta de apoio ao 12º Congresso da ABRASCO – 2018, no Rio de Janeiro

Fortalecer o SUS, os direitos e a democracia. Este é o tema do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão, que será realizado em julho de 2018 no campus da Fundação Oswaldo Cruz. Como nas edições anteriores, o Abrascão 2018 será mais uma oportunidade de afirmação científica, técnica e política da Saúde Coletiva brasileira, de interação entre os serviços de saúde e as instituições de ensino e pesquisa.

O Abrascão 2018 será realizado trinta anos após a promulgação da Constituição Federal vigente, reconhecida como um marco na luta pela democracia e pelo estado de direito em nosso país. Cabe reconhecer, e valorizar, os avanços conquistados desde então, em especial, a realização do Sistema Único de Saúde – SUS, símbolo de políticas públicas de abrangência universal e promotoras de igualdade, assim como a ampliação do acesso à educação pública e a democratização do acesso às universidades públicas.

Neste mesmo período presenciamos, ativamente, a consolidação da Saúde Coletiva no cenário da ciência nacional e internacional, materializada por meio da expansão dos programas de pós graduação stricto sensu em todo o país, da ampliação do quantitativo de mestres e doutores e pelo vigoroso crescimento e qualificação da produção técnica e científica. Modalidade tradicional de qualificação profissional para os serviços de saúde, os programa de residência em Saúde Coletiva passaram a abranger todas as profissões da saúde. Mais recentemente, a criação dos Cursos de Graduação em Saúde Coletiva traz nova perspectiva e impõe novos desafios para a formação profissional voltada tanto para a atuação em serviços de saúde como em atividades acadêmicas.

Não obstante os avanços e conquistas nas décadas mais recentes, o atual cenário político-institucional mostra-se desfavorável, com evidente ameaça à democracia em nosso país. Cenários de retrocesso nas esferas da saúde, da educação e da ciência e tecnologia, entre outras, até pouco tempo inimagináveis, tornam-se realidade rápida e agressivamente. As restrições crescentes de investimentos públicos em saúde, em educação, em ciência e tecnologia, expressas pelo crônico subfinanciamento do SUS, das escolas e universidades públicas e das instituições de fomento à pesquisa comprometem o presente e o futuro de gerações de brasileiros, historicamente alijados de direitos e condições dignas de vida.

Saúde e educação públicas e de qualidade são direitos conquistados, sem os quais não é possível realizar um projeto de Nação. Entendemos a realização do Abrascão 2018 como parte dos esforços necessários ao enfrentamento do atual cenário político nacional assim como no estado do Rio de Janeiro. Participar da organização Abrascão 2018 é motivo de muita satisfação para o Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro – IESC/UFRJ.

Antonio José Leal Costa
Diretor do IESC/UFRJ



Direção do ISC/uff



Vivemos um tempo de grandes preocupações, com intensa turbulência política e econômica. As desigualdades sociais foram agravadas e as políticas públicas que poderiam atenuá-las, sofrem retrocessos e desfinanciamento. A produção cientifica e a formação profissional estão ameaçadas com descontinuidades de fomentos e recursos.

A ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva - sempre se posicionou em defesa de conquistas sociais e das liberdades democráticas e seu congresso nacional é palco de importantes debates e proposições políticas. A oportunidade de fazer o XIIº Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva em 2018, no Rio de Janeiro, vai ao encontro de diversos interesses e possibilidades. O Rio de Janeiro é hoje, um emblemático epicentro dessa crise política e econômica brasileira e é, também, o local que reúne um importante número de instituições cientificas e de formação profissional, dispostas a unir esforços, em torno da realização de um grande evento que signifique mobilização de forças, em níveis nacional e internacional, além do debate de ideias e formulação de propostas para superação da crise.

A Universidade Federal Fluminense é uma destas instituições que, juntas com FIOCRUZ, UFRJ, UERJ e UNIRIO, desejam promover esse grande debate e mobilização dessas forças para o enfrentamento das questões decorrentes da crise atual e das "crises históricas" que passam a sociedade brasileira.

Com essa disposição, convocamos nosso corpo de docentes e de discentes, os movimentos sociais e populares e todas as forças democráticas com quem interagimos, para essa grande empreitada. Vamos juntos!

Aluísio Gomes da Silva Junior
Diretor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense

Regina Fernandes Flauzino
Vice-Diretora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense




Direção ISC/UNIRIO

O Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (ISC / UNIRIO) foi inaugurado em junho de 2016. Produto de longo processo de construção a partir da iniciativa de um pequeno grupo de docentes e pesquisadores de diferentes departamentos dos cursos na saúde na instituição e convidados externos com expertise na área, tem como perspectiva tônica o ensino, a pesquisa e a extensão integrados às redes de atenção à saúde e aos contextos cotidianos de vida de diferentes grupos populacionais. Atualmente desenvolve projetos em diversas frentes, como Avaliação Tecnológica em Saúde; Cartografias em Educação Permanente em Saúde; Comunicação em Saúde; Educação Popular em Saúde; Epidemiologia e Ambiente; Epidemiologia Aplicada aos Serviços de Saúde; Micropolítica do Trabalho e do Cuidado em Saúde; Monitoramento e Avaliação em Saúde; Pesquisa Clínica; Saúde Mental; Vigilância em Saúde; Vigilância Sanitária dentre outras. Tem constituído parcerias, tanto internas como com movimentos sociais e interinstitucionais nacionais e internacionais, na produção compartilhada de conhecimentos e práticas voltadas para a defesa e qualificação do SUS. A sua participação na tessitura do XIIO Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva congrega anseio e luta por uma agenda governamental democrática na definição e efetivação de políticas públicas mais inclusivas nas diversidades sócio culturais existentes e na defesa do direito constitucional à saúde e sua legitimação e exercício em uma sociedade que seja menos desigual. No contexto da educação, em consonância com o que legalmente é conceituado como Saúde, o acesso aos diferentes segmentos necessita ser ampliado e não restritivo como vem sendo tratado hegemonicamente por todos níveis governamentais. A universidade pública e sem pagamento de matrícula/mensalidade estudantil necessita ampliar o ingresso, sustentabilidade à permanência e possibilidade de conclusão de estudantes oriundos de grupos mais socialmente vulneráveis, além de ter condições para cumprir seu papel de formação acadêmica e cidadã. São inaceitáveis os retrocessos que vêm acontecendo nos fomentos governamentais, que significam perdas na relevância das instituições nacionais de ensino e pesquisa no panorama científico mundial. Tais enfrentamentos certamente são mais potentes coletivamente, que possamos integrar ativismos nesta permanente caminhada.

Ana Maria Mendes Monteiro Wandelli
Diretora

Carla Pontes de Albuquerque - Coordenadora do Observatório de Políticas e Cuidado na Saúde
ISC / UNIRIO

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UERJ - Campus Maracanã

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro é uma das maiores e mais prestigiadas universidades do Brasil e da América Latina. Possui campi em 7 cidades do estado, sendo o maior deles localizado no bairro do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro.

R. São Francisco Xavier, 524 - Maracanã, Rio de Janeiro - RJ, 20550-900

Congresso

FIOCRUZ - Campus Manguinhos

Fundação Oswaldo Cruz é uma instituição de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas localizada no Rio de Janeiro, Brasil, considerada uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública.

Avenida Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ, 21040-360